Joker | Como foram filmadas algumas cenas?

Joker
Canecas para Presente

Joker, ou Coringa, estreou há um pouco mais de um mês e levou todo mundo para as poltronas do cinema. O filme é incrível e já temos até crítica dele aqui. Mas vai dizer que você nunca ficou curioso sobre o processo de criação das cenas? Pois é! Você pode sanar essa curiosidade agora. Isso porque o diretor de fotografia do filme, Lawrence Sher, falou em entrevista para a Variety sobre o processo de idealização e gravação das cenas. É claro que ele focou totalmente no seu trabalho. Mas, mesmo assim, é uma ótima forma de aprender um pouco mais sobre cinema e fotografia. Então, vamos lá conferir as declarações do Lawrence sobre a filmagem de Joker? Mas antes, nem preciso dizer que este post contém SPOILERS do filme.

Como foi filmado Joker?

Joker

Quando falou sobre a cena do metrô, ele fez questão de deixar claro que ela foi um ponto decisivo para a mudança do Arthur. Segundo ele, a cena trata-se de um “sonho febril” em que todos os aspectos da fotografia ajudam a construir a tensão e a sensação de que tudo está para mudar com o personagem.

“Definitivamente, havia a intenção neste filme de tentar criar quadros cheios de tensão. Criei certas regras para mim e para o operador da câmera para aquela cena, para nunca gravar ao nível dos olhos. Nós poderíamos filmar ele do alto ou de baixo; poderíamos gravar também em um nível fraturado. Encontraríamos uma maneira de dissecar o quadro.”

Joaquín Phoenix - Joker

Como percebemos ao decorrer do filme, Arthur se sente muito sozinho no mundo. E sobre isso, o diretor de fotografia afirmou que a intenção das cenas de Arthur sozinho era passar o sentimento de solidão para o espectador.

“Nas cenas em que ele estava sozinho, mostrávamos ele isoladamente. Queríamos encontrar um quadro que falasse emocionalmente. Todd e eu gostamos de misturar várias coisas estilísticas em nossos filmes. Temos cenas muito específicas com movimentos de câmera lenta precisos em câmera lenta. Há cenas intencionalmente estáticas. Outras, com a câmera na mão.”

Mas e a famosa cena das escadas?

Quando perguntado sobre a catártica cena da escada, Lawrence falou que este é o ponto alto do personagem; o ponto em que o Arthur se assume de vez como o Coringa.

“As escadas fazem parte do mundo de Arthur, sua ascensão ao personagem e mostra para onde ele está indo. Existe a ideia de que a escada é algo árduo, pois Arthur precisava suportar todos os dias apenas para chegar em casa. O filme é muito sobre dicotomias e sobre os dois lados de nosso próprio ser. Todos somos bons e todos também temos o potencial de sermos maus. Toda vez que ele vai para casa, ele está tentando ser a melhor parte de si mesmo. Ele está lutando para ser o mais humano e, no final do filme, quando finalmente está virando o Coringa, ele vive a parte mais verdadeira de si mesmo, mesmo que seja o mais caótico, violento e cheio de raiva. Ele está fazendo isso em comemoração. É mais fácil descer as escadas do que subir as escadas.”

Coringa - Joker

E ele continou:

“O principal aqui é que as primeiras tomadas dele subindo as escadas são lentas. O trabalho da câmera no início do filme é metodicamente lento, assim como a caminhada dele. A imagem dele no topo da escada é estática e não há movimento da câmera. Ao final,  colocamos um guindaste para podermos avançar com ele. Quando ele dança e dá essa energia, é uma celebração. É uma cena de dança que não é realizada da mesma maneira que a cena do começo do filme.”

Mas e você? O que você achou do depoimento de Lawrence Sher sobre as filmagens de Joker? Sabe mais algo sobre as gravações do filme? Comente! 😀
Lucas Gabriel

Estudante de Tecnologia da Informação, apaixonado por cinema, música e boas histórias de terror e drama! Adora discutir teorias malucas sobre séries ou filmes. Nerd assumido desde pequeno. Fã do Quentin Tarantino (inclusive acredita na teoria de que todos os filmes formam um só), Star Wars, Harry Potter, FRIENDS e filmes, como Laranja Mecânica, Donnie Darko e Nosferatu.