Jogos Mortais… precisávamos de oito filmes?

Jogos Mortais

Jogos Mortais foi uma das franquias mais lucrativas do cinema. Entretanto, lucro não significa qualidade. E esta franquia é uma das maiores provas disso. Isso porque foram feitos exatos oito filmes para contar esta história. O mais revoltante disso para os fãs é que não precisava disso tudo. A verdade é que a Lionsgate só se manteve criando sequências do filme porque eram lucrativos. Entretanto, a partir do quarto filme muitos erros foram cometidos, alguns inclusive criados para corrigir erros do passado. Você concorda comigo? Discorda de mim? Leia este post e vamos discutir um pouco sobre se precisávamos mesmo de OITO filmes de Jogos Mortais.

O Enredo

Jogos Mortais

“Dois homens acordam acorrentados em um banheiro como prisioneiros de um assassino em série que leva suas vítimas a situações limítrofes em um jogo macabro. Para sobreviver, eles terão de desvendar juntos as peças desse quebra-cabeças doentio.” Essa é a sinopse do primeiro filme. Simples, de fácil entendimento. A partir do segundo filme entendemos que Jigsaw, o codinome do assassino em série, é na verdade John Kramer. Ele sofre de uma doença terminal e passa o resto de seu tempo de vida punindo pessoas que acredita serem más.

O enredo de Jogos Mortais tinha tudo para ser bastante simples e cativante. O que foi construído no primeiro e segundo filme foi exatamente o que manteve a franquia viva nas bilheterias por tanto tempo. Entretanto, a partir do terceiro (que ainda é um dos bons), a história começa e ficar muito confusa e surgir diversos personagens para poder aumentar o potencial de crescimento da narrativa. O fato é que por mais que a narrativa cresça com isso, o crescimento é apenas em tamanho e não em grandiosidade. O vilão, Jigsaw acaba por receber diversos assistentes que surgiram do nada e são inseridos na história por meio de flashback’s e afins.

As atuações

Falar que o primeiro filme é o que possui as melhores coisas acabará virando algo que poderei falar por diversas vezes aqui. Então, para evitar o repetimento, deixo aqui registrado que Jogos Mortais 1 é o melhor filme da franquia disparado. Mas voltemos então às atuações.

Até as atuações do segundo e do terceiro filme são aceitáveis para boas. Mas a medida que a história da franquia vai se desenrolando, os personagens ficam mais fracos e as atuações piores. Isso evolui tanto ao ponto de que no sétimo filme nenhum ator se salva. O oitavo, por sua vez, traz um pouco de qualidade de volta, entretanto, não o suficiente para superar os primeiros filmes.

Apenas para citar duas das piores atuações da franquia inteira direi aqui: a atriz Betsy Russell, que vive a mulher de John Kramer e o ator Chad Donella, que vive o detetive Gibson. Pois é, estes dois apresentam as piores atuações de toda a franquia. Quando os dois compartilham uma cena é de matar alguém de vergonha alheia.

As Armadilhas

Mesmo com uma história interessante sendo contada nos primeiros filmes, é inegável que as armadilhas sempre foram o ponto alto da franquia. Era um diferencial que apenas Jogos Mortais tinha. E eram muito interessantes as primeiras, em que os personagens tinham a possibilidade de sobreviver, se jogarem seguindo as regras. Entretanto, assim como com as atuações e o enredo, com o passar do tempo, as armadilhas foram ficando piores e até sem sentido.

A partir do momento em que Mark Hoffman assume o papel de Jigsaw, as vítimas dos jogos não têm como escapar da morte. E aí, deixa de ser um filme de jogos mortais, para ser uma franquia confusa que um psicopata mata pessoas em armadilhas sem escapatória.

Jogos Mortais - Armadilhas

Se esse fosse o único problema, estava tudo bem. Mas no sétimo filme, por exemplo, existem armadilhas totalmente avulsas, apenas para o deleite das pessoas que gostam de gore. Um exemplo é a cena em que um triângulo amoroso encontra-se preso a uma armadilha no centro da cidade. A armadilha envolve uma serra que vai cortar um deles no meio. Mas… por quê? Como isso se encaixa na história? Não importa, o público gosta de ver, não é? Para que explicar?

Conclusão sobre a necessidade

Com base nestes poucos pontos, além dos furos de roteiro que preferi nem comentar, eu posso “falar com tranquilidade” que se a série de filmes encerrasse no terceiro filme, estaria tudo ótimo. Fica claro, ao assistir os filmes, que as sequências só foram sendo feitas devido ao lucro que estavam rendendo. As críticas que os filmes recebiam só iam diminuindo a cada novo filme. Ao ponto que quando foi anunciado que teríamos um novo capítulo em 2017, muita gente nem ligou.

Recentemente foi anunciado que a série ganharia um reboot sob as mãos de Chris Rock. Além disso, foi confirmado que Samuel L. Jackson estaria presente nos filmes. Será que dessa vez a franquia toma rumo? Veremos!

Mas e você? Concorda comigo? Discorda de mim? Comenta aí embaixo sua opinião! Também quero saber o que acha de um reboot, então comenta! 😀

Lucas Gabriel

Estudante de Tecnologia da Informação, apaixonado por cinema, música e boas histórias de terror e drama! Adora discutir teorias malucas sobre séries ou filmes. Nerd assumido desde pequeno. Fã do Quentin Tarantino (inclusive acredita na teoria de que todos os filmes formam um só), Star Wars, Harry Potter, FRIENDS e filmes, como Laranja Mecânica, Donnie Darko e Nosferatu.