Peanuts: As Melhores Curiosidades

Charles M. Schulz ficou conhecido na década de 50 por criar Charlie Brown e sua turma, personagens que apareciam em vários jornais espalhados pelos Estados Unidos. O nome original da obra era Peanuts (“amendoim”), mas, aqui no Brasil, estamos mais familiarizados com Menduim, ou, simplesmente, Snoopy e Charlie Brown. A primeira publicação aconteceu no dia 1 de outubro de 1950 e a última em 3 de janeiro de 2000, quatro dias antes da morte do autor.

Se formos revirar a biografia de Charles, descobriremos muitas características interessantes do autor em suas obras. Charlie e Snoopy, muitas vezes, agem como um alter ego do cartunista que viveu uma vida de esperança e, até certo ponto, amargura e desapontamento. No entanto, não vamos falar apenas de Charles aqui, e sim de sua obra de maior sucesso.

As Melhores Curiosidades de Peanuts

  • O título “Peanuts” não foi criado por Schulz e sim pela United Feature Syndicate. O nome original da história era Lil’ Folks, mas os responsáveis pela publicação acharam que era um termo muito parecido com outros dois que existiam na época. Sendo assim, eles optaram por chama-la de Penuts, uma referência ao programa de TV Howdy Doody. E, na verdade, o autor nunca gostou da forma como seu quadrinho foi batizado. Em uma entrevista de 1987, ele disse: “É totalmente ridículo, não tem sentido, é simplesmente confuso e indigno — e acho que o meu humor tem dignidade”.
  • Outro nome que sofreu alteração foi o de Snoopy que, a principio, se chamava Sniffy. O cartunista decidiu mudar o nome do cãozinho depois que descobriu que havia outra tirinha com o mesmo nome. “Snoopy” veio por conta de sua mãe, que havia dito que, se tivessem um terceiro cachorro, ele deveria se chamar Snoopy. Outra mudança no personagem foi o fato dele ter começado a verbalizar o que pensava para que os leitores entendessem melhor. No inicio, Schulz havia pensando Snoopy como um personagem completamente silencioso.

  • Mas a aparência de Snoopy foi inspirada no primeiro cachorro de Schulz, Spike.
  • E a primeira vez que o amado protagonista de Peanuts teve seu nome citado, foi na tirinha Li’l Folks, publicada como autoral, também de Charles M.
  • Os principais personagens das tirinhas foram baseados em pessoas reais. Lucy era a primeira mulher de Schulz, Joyce Halverson, que se divorciou dele em 1972. Já Linus, Shermy e Frieda foram inspirados em alguns colegas que o desenhista teve enquanto frequentava a escola de artes. No entanto, é interessante lembrar que a profissão dos pais de Charlie Brown são as mesmas dos pais de Charles M. S., o que mostra certa semelhança entre o personagem e seu criador.
  • Já Patty Pimentinha foi inspirada em sua prima, Patricia Swanson. Mas o sobrenome da personagem não veio exatamente por causa de seu temperamento, mas sim porque Schulz viu um pacote de balas de hortelã-pimenta na casa da jovem enquanto Donna Mae Johnson, a personagem ruiva que Charlie Brown se apaixona, é inspirada em uma mulher que passou pela vida do autor.

  • Antes de entrar na escola de artes, Schulz serviu na Segunda Guerra Mundial, a partir 1943. Ele era sargento na 20ª Divisão Blindada, na Europa. Além disso, ele foi líder de esquadrão em uma equipe que operava metralhadoras 50. Porem, o artista nunca disparou sua arma, seja por falta de batalhas ou pelo fato dele ter esquecido de carregar o equipamento.
  • O autor teve, em seu auge, sua obra publicada em 75 países, sendo traduzida em 21 idiomas diferentes.
  • A última tirinha de Peanuts foi publicada em 3 de janeiro de 2000, quatro dias antes do cartunista falecer. No enredo havia uma especie de despedida do autor: “Eu tive a sorte de desenhar Charlie Brown e seus amigos por quase 50 anos. (…) Charlie Brown, Snoopy, Linus, Lucy, como eu poderia esquecer vocês algum dia?” No final, foram cerca de 18 mil tiras publicadas em 50 anos.

Gostou de saber um pouco mais sobre Minduim? Deixe sua opinião abaixo!0

Júlia Campos

Oficialmente, estudante de design e técnica de informática. Nas horas vagas, ilustradora, modelo e escritora. Sou apaixonada por jogos, gamedesign e cultura oriental no geral, as vezes até pareço ser uma Geek assumida. Fã da autora Maggie Stiefvater e amante de séries de suspense, mistério e terror (as vezes arriscando um romancezinho).