O menino do pijama listrado: As Melhores Curiosidades

Você conhece O Menino do Pijama Listrado? Um dos maiores sucessos do cinema clássico que conta uma trágica e emocionante história de amizade entre um garotinho alemão e um Judeu durante a segunda guerra mundial? No filme, Bruno é o filho mais novo de um comandante que é enviado para cuidar de um campo de concentração nazista durante a ditadura de Hitler. Junto com sua esposa, filho e pais, o comandante se muda para prestar melhores serviços ao exercito nazista, mas o improvável acontece. Bruno, o mais jovem da família, acaba fazendo e mantendo uma amizade secreta com um garotinho de pijama listrado que vive atrás das grades do campo de concentração, seu nome é Shmuel, um Judeu.

Hoje o Minha Séria Favorita traz para vocês algumas das melhores curiosidades sobre a produção de um dos maiores e mais conhecidos dramas da história cinematográfica. Dirigido por Mark Herman e produzido por David Heyman, a trama foi inspirada no romance do escritor John Boyne, publicado no ano de 2006.

Atenção: O texto abaixo contém spoilers.

As Melhores Curiosidades Sobre O Menino do Pijama Listrado

  • O nome do campo de concentração de Aushwitz não é citado na produção, mas uma característica faz com que todos liguem o local onde a trama se passa ao maldito lugar. Essa característica é a presença de quatro fornos crematórios. Sim, o campo em questão é o único que possuía essa quantidade.
  • Mesmo que no filme os pais do protagonista sejam apenas chamados de “Mãe” e “Pai”, ambos tem nomes: Elsa e Ralf. A intenção da produção do longa ao decidir ocultar o nome dos personagens foi para reforçar o foco no menino, que é quem mostra toda a história.

  • Quando o filme estreou nos cinemas, muitos questionaram o motivo da mãe, Elsa, usar a aliança na mão direita. Estaria a personagem errada? Bom, a verdade é que não. Na Alemanha o símbolo do matrimônio costuma ser usado na mão direita, ao contrario do que acontece na maior parte dos países ao redor do mundo.
  • E quem não se lembra da triste cena onde os meninos aparecem perdidos no meio de vários adultos sem roupa? Segundo Mark Herman, durante as filmagens da cena, haviam mais advogados do que qualquer outra coisa nos bastidores. Bom, tudo saiu bem e as obrigações legais foram todas cumpridas. Que bom, né?

  • Mas sim, houveram erros de gravação que não foram percebidos até o lançamento da obra. A aliança pode ter se safado, mas a agulha de tricô não. Ela aparece na mão errada, Elsa está usando o método inglês para tricotar, o que não faria sentido durante a Alemanha nazista. Outro erro que não foi notado, foi o que os cineastas chamam de falha de continuidade. Em uma cena em que o protagonista volta de sua visita a Shmuel, ele entra na casa e fecha a porta, porém a mesma aparece aberta logo em seguida, quando sua mãe chega.
  • Mais duas falhas da equipe foram a  bandeira e o hino nacional. Sobre o primeiro tópico, as bandeiras alemãs sempre foram opacas, diferente do que aparece no começo do filme (bandeiras meio transparentes que parecem serem feitas com um tecido de nylon). Já o erro do hino foi bem mais drástico! Quando o pai de Bruno desce as escadas durante a festa, o hino alemão que está tocando é a canção Horst Wessel, o hino do partido nacional socialista!

  • Por último, mas não menos trágico, podemos ver mais um pequeno engano da equipe durante a cena em que Bruno se despede de seus amigos logo no começo do filme. No caso, o problema é que as pontes que vimos ao fundo são aquelas com mecanismos eletrônicos, algo bem difícil de existir na década de 40. Outro detalhe interessante é que na festa de despedida que acontece em Berlim, a cantora está usando um microfone Shure 55SH, americano. Isso é altamente improvável levando em conta que os alemãs são extremamente orgulhosos. Inclusive, as marcas Sennheiser e Neumann são do país em questão e pioneiras nos estúdios de gravação.
  • No ano de 2008, Vera Farmiga, interprete de Elsa, a mãe do jovem protagonista, ganhou o Prêmio Britânico do Cinema Independente como Melhor Atriz. Além disso, no Festival de Cinema Internacional de Chicago, no mesmo ano, o filme ganhou o prêmio pelo voto popular (embora tenha empatado com “Quem Quer Ser um Milionário?”).

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Júlia Campos

Oficialmente, estudante de design e técnica de informática. Nas horas vagas, ilustradora, modelo e escritora. Sou apaixonada por jogos, gamedesign e cultura oriental no geral, as vezes até pareço ser uma Geek assumida. Fã da autora Maggie Stiefvater e amante de séries de suspense, mistério e terror (as vezes arriscando um romancezinho).