O Auto da Compadecida: Confira as Melhores Curiosidades

Muitos de nós conhecemos O Auto da Compadecida como aquele filme lançado pela Columbia Tristar nos anos 2000. Talvez até mesmo nos recordemos que, antes de ir pras telonas, a história se passou em formato de minissérie produzida pela Rede Globo, em janeiro de 1998. Ou talvez você já tenha lido a obra que inspirou tudo isso, o Auto escrito por Ariano Suassuna no ano de 1955.

Bom, mais adaptações vem e vão, o que não muda é a divertida história de João Grilo e Chicó! E hoje vamos contar para vocês algumas coisas interessantes que, provavelmente, você não sabia sobre a adaptação dirigida por Guel Arraes.

As Melhores Curiosidades de O Auto da Compadecida

  • O Auto da Compadecida foi filmado no interior da Paraíba, mais especificamente, na cidade de Cabaceiras, próxima a Taperoá tão citada na história. A ideia de Taperoá existe desde a criação da peça teatral de Suassuna e a Globo tentou deixar tudo o mais fiel possível.
  • E por falar na Globo, esse é o primeiro filme feito 100% pela Globo Filmes desde a criação da empresa.

  • O filme é um compilado dos quatro episódios exibidos pela Globo em 1998. Mas, para diminuir seu tempo de exibição nas sessões de cinema, o longa possui 100 minutos a menos do que o tempo total da minissérie.
  • Por muito pouco não ficamos sem a adaptação. Ariano Suassuna demorou muito para permitir que sua obra fosse para a TV e, de certa forma, isso só foi possível pois o escritor e o diretor eram próximos desde a infância de Guel. O responsável pela trama exibida pela rede globo cresceu na mesma rua que Suassuna e via no celebre escritor uma especie de mentor intelectual.

  • Marco Nanini, que interpretou o vilão cangaceiro Severino, passou por uma verdadeira transformação para encarnar tão papel. Seu figurino pesava cerca de 8kg e ele ainda teve que usar um olho de vidro, látex em seu rosto e uma peruca. Já Matheus Nachtergaele, quem dá vida a João Grilo, precisou de uma prótese dentária amarela e irregular e uma maquiagem que deixasse sua pele um pouco mais escura para se tornar o mais fiel possível ao descrito por Suassuna.
  • E uma diferença marcante da peça para a minissérie é a participação de Rosinha, que, no original, era apenas citada e não tinha sua história trabalhada como vimos na TV e/ou cinema.

Você já assistiu ao filme gravado na “Roliúde Nordestina” (como a cidade ficou conhecida)? O Auto da Compadecida ganhou reconhecimento no cinema, levando pra casa vários troféus no “Grande Prêmio do Cinema Brasileiro” no ano de 2001… Num sei, só sei que foi assim.

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Júlia Campos

Oficialmente, estudante de design e técnica de informática. Nas horas vagas, ilustradora, modelo e escritora. Sou apaixonada por jogos, gamedesign e cultura oriental no geral, as vezes até pareço ser uma Geek assumida. Fã da autora Maggie Stiefvater e amante de séries de suspense, mistério e terror (as vezes arriscando um romancezinho).