Tubarão: As Melhores Curiosidades deste filme clássico!

Um gigantesco tubarão branco começa a atacar os turistas que visitam uma pequena praia na pacata cidade de Amity. E, mesmo com todos os esforços do prefeito para esconder os acontecimentos da mídia local e nacional, o xerife entra em contato com um ictiologista e um pescador veterano pedindo que eles encontrem o monstruoso animal.

Sem duvida, um roteiro clássico! Tubarão foi lançado em julho 1975, dirigido pelo consagrado Steven Spielberg e foi um sucesso de bilheteria e audiência. A história do gigantesco tubarão branco marcou a vida de muitos jovens e adultos da época e é um excelente exemplo de uma obra que resistiu ao implacável tempo. Até hoje, milhões de pessoas escolhem o filme para ver entre amigos, família ou simplesmente sozinho. De qualquer forma, esse maravilhoso trabalho é sempre bem vindo.

Recentemente, um outro filme que traz como tema principal um tubarão gigantesco teve sua estreia. Megatubarão foi um dos filmes mais esperados do ano e já está batendo recordes de bilheteria por todo o mundo. Por isso, trago para vocês, a lembra de um clássico e algumas das suas melhores curiosidades!

As Melhores Curiosidades de Tubarão

  • Tubarão foi inspirado no livro do autor Peter Benchley que tinha uma ideia bem diferente para o elenco de atores. Na cabeça do escritor, Robett Redford, Paul Newman e Steve McQueen deveriam está na equipe.
  • Sterling Hayden foi chamado para dar vida ao personagem Quint, mas o ator precisou recusar o papel. O fisco americano, sistema tributário, ficaria com todo o cachê do artista caso ele participasse da obra.
  • E Quando Susan Backlinie foi atacada pelo tubarão no começo do filme? As coisas realmente foram perigosas. Nessa cena, haviam mergulhadores puxando a atriz para baixo por correntes, o que claramente não parece algo seguro. Mas tudo deu certo, felizmente.

  • A verdade é que Spielberg foi muito criticado por escolher gravar o filme no oceano atlântico, na isolada ilha de Martha’s Vineyard, e não num tanque ou lago. A meteorologia não ajudou em nada e houve muita dor de cabeça no set até que as filmagens finalmente fossem concluídas. O diretor nunca se arrependeu de sua decisão, segundo ele: “A água de um lago ou de um tanque não tem a mesma textura ou violência que o oceano e esta precisava de ser uma história convincente sobre um tubarão branco gigante, ou ninguém acreditaria nela”. Outra exigência do jovem diretor de 27 anos foi que não houvessem muitos elementos vermelhos no cenário e no guarda-roupa dos personagens, para que o sangue se sobressaísse.

  • Não é a toa que a equipe apelidou a produção de “Flaws” (Falhas) em vez de “Jaws” (Mandíbulas). Spielberg disse que Tubarão foi a melhor e a pior experiência de sua vida. A equipe enfrentou enjoos em alto mar, havia um transito enorme de barcos e navios na área, em alguns dias somente alguns poucos segundos de filmagens eram aproveitados. Já Spielberg deu um outro apelido a tudo isso, ele apelidou a área de gravação de “departamento de defeitos especiais”.
  • Sem falar nos cálculos. Pois é, o orçamento que era cerca 4 milhões de dólares e o calendário que contava com 55 dias de gravação tiveram seus números triplicados. Mas não foi de todo mal, já que o roteiro pôde ser aperfeiçoado e Steven teve que fazer ainda mais cenas onde o tubarão não aparecia, mas a sua presença era incontestável. Isso aumentou ainda mais os momentos de suspense.

  • E, segundo o livro da Coleção Grandes Realizadores da Cahiers du Cinéma dedicado ao diretor, isso é o diferencial da trama: “Tubarão é um modelo de precisão e eficácia, um jogo perverso com as fobias universais associadas ao risco que se esconde debaixo de água.” E o próprio disse em várias entrevistas que “o fato do tubarão mecânico não funcionar fez com que Jaws passasse de um filme de terror japonês de sábado à tarde para um thriller à Hitchcock. É o que não vemos que é realmente assustador.” Bom, eles não está nem um pouco enganado.

  • No final das filmagens, o diretor estava tão desapontado e receoso que acabou fugindo da exibição da cena final. Quando questionado sobre isso, Spielberg disse que estava com medo que toda a equipe estivesse tão irritada com ele por terem que passar cinco meses em uma ilha, que acabariam jogando-o ao mar quando ouvissem o último “corta”. E foi desse momento cômico que nasceu o costume de Steven de não está presente em boa parte das exibições de cenas finais de seus próximos filmes.
  • Os tubarões mecânicos utilizados nas filmagens foram apelidados de “Garage Sale” (Venda de Garagem) pela equipe de produção. Isso por causa da enorme quantidade de engrenagens e parafernalhas que podiam ser encontradas neles se examinados de perto.

  • Tubarão levou mais de 13 milhões de brasileiros ao cinema depois de seu lançamento e chegou a ocupar a segunda posição no ranking de maiores bilheterias do país. Ainda há alguma duvida sobre o sucesso?
  • Prêmios, prêmios e mais prêmios. Tubarão levou pra casa os Oscars de Melhor Som, Melhor Trilha Sonora e Melhor edição. Além do Globo de Ouro como Melhor Música Original e o Bafta de Melhor Música. Ah, não podemos esquecer o Grammy de Melhor Trilha Sonora composta para um filme. Tudo isso no ano de 76.

Spielberg tinha 28 anos quando Tubarão saiu nas telonas. Essa produção, tão cheia de autos e baixos, fez o jovem diretor ser conhecido como “O rei de Hollywood” e, sem duvidas, alavancou sua carreia como nunca antes havia se visto. Ironicamente, o grande produtor chama uma das maiores obras do suspense de “filme básico”. Para ele, a história se resume a apenas movimento, suspense e medo.

Até os dias de hoje, Tubarão é considerado um dos mais bem produzidos filmes já feitos. Na Cahiers du Cinéma podemos ler o seguinte trecho: “O que surpreende quando visionamos hoje Tubarão é que este filme que inventou o conceito de blockbuster não se parece em nada com uma superprodução, mas apenas um filme B muito bem montado.”

Spielberg realmente soube se superar… Você curte o filme? Comente!

Júlia Campos

Oficialmente, estudante de design e técnica de informática. Nas horas vagas, ilustradora, modelo e escritora. Sou apaixonada por jogos, gamedesign e cultura oriental no geral, as vezes até pareço ser uma Geek assumida. Fã da autora Maggie Stiefvater e amante de séries de suspense, mistério e terror (as vezes arriscando um romancezinho).