Death Note: As melhores curiosidades

Dos quadrinhos a filme americano, Death Note se tornou conhecido mundialmente em pouquíssimo tempo e já passou por inúmeras adaptações. Já foi filme, série, musical, animação… hoje em dia é praticamente impossível encontrar alguém que não tenha ouvido falar do caderno da morte, que ganhou homenagem até do nosso Mauricio de Souza.

Mas aqui não vamos discutir qual adaptação é boa ou ruim, se é fiel ou não, vamos falar de incríveis curiosidades que “acontecem nos bastidores”. L, Kira, Near, Mello… quais segredos nem tão secretos assim estão por trás de seus enredos?

As Melhores Curiosidades de Death Note

  • Vamos começar falando do autor. Ohba Tsugumi é conhecido como o mangaká responsável pelos sucessos Death Note e Bakuman, mas sua verdadeira identidade é um mistério. Existem milhões de especulações na internet sobre quem seria esse homem, que nunca mostra seu rosto. Muitos fãs inclusive o comparam com o icônico L, da série em questão.
  • E falando em L, com certeza ele é um dos mais populares personagens da trama e não é a toa que ele ganhou adaptações solo! “L: Change the world” é um filme que conta os últimos 13 dias de vida do incrível detetive. Já “Death Note Another Note: The Los Angeles BB Murder Cases” conta uma história que acontece antes da saga principal do mangá e anime. Nesse enredo, uma das pessoas treinadas por L para ser seu sucessor, BB, decide se tornar um vilão. Não irei me prolongar muito para evitar spoilers, mas sinta-se convidado a ver os dois filmes que tem como personagem principal uma das pessoas mais inteligentes do mundo dos quadrinhos.

  • Na China, a exibição da série foi proibida pois alguns alunos estavam usando o Death Note para escrever o nome de seus coleguinhas. Além disso, alguns professores estavam ameaçando os discentes com o caderno, dizendo que escreveriam seus nomes se não se comportassem! Alguns pais e responsáveis acharam que o desenho incitava a violência, logo ele foi proibido. Um outro caso ligando Death Note ao mundo real aconteceu na Bélgica, em 2010. Esse é um pouco mais sombrio: quatro pessoas foram presas suspeitas de terem se envolvido em um crime quatro anos antes. No local, foram encontrados vários bilhetes que diziam “Watashi wa Kira dess” (Eu sou Kira).
  • A ideia inicial era que os shinigamis fossem atraentes, mas os produtores acharam que isso desviaria a atenção do público. Ryuk e todos os outros deveriam ter asas e um aspecto mais humanoide e angelical.

  • Foi discutida a possibilidade de Mello e Near serem, na verdade, filhos de L. Essa foi a primeira coisa que se passou na cabeça do criador, mas logo foi descartada. Ter filhos significaria que L teria tido uma parceira sexual, que teria gerado gêmeos (sim, além de irmão, N e M seriam gêmeos). Isso definitivamente não combina em nada com o personagem. O frio Near e o sentimental Mello irmãos… que imagem estranha, não acham?
  • O mangá piloto de Death Note contava com uma Death Erase. Em resumo, seria uma borracha que traria as pessoas mortas pelo Death Note de volta a vida. Mas era de se esperar que a inserção desse elemento deixaria a história ainda mais complexa. Quando Ohba percebeu isso, desistiu de seu plano inicial. Provavelmente isso tinha alguma ligação com o primeiro protagonista de Death Note, que seria um menino receoso, bem diferente do Kira que conhecemos.

  • Você sabia que existiu um mangá publicado em 1963 muito parecido com o enredo de Death Note? Fushigi no Tenchou (O Caderno Milagroso) foi escrito por Shigeru Mizuki e conta a história de um trabalhador de meia idade que encontra um caderno que mata a pessoa (ou animal) que tiver seu nome escrito nele. Não se sabe se Ohba conhecia essa obra, logo, não podemos afirmar se houve ou não algum plágio ou inspiração. Mas é no mínimo curioso, não?
  • Por último, gostaria de deixar aqui uma curiosidade, não sobre Death Note, mas sobre a cultura japonesa no geral. Muitos animes tratam o nome como algo importante, você já percebeu isso? Na antiga cultura japonesa, num costume já há muito, esquecido, os pais costumavam esconder o verdadeiro nome de seus filhos. Para os antigos, saber o nome da pessoa seria ter controle total sobre a vida dela. Essa lenda é praticamente esquecida nos tempos de hoje, mas podemos dizer que sua influência continua. Em Death Note, por exemplo, saber o nome da pessoa e seu rosto é tudo que é necessário para escrever o destino dela.

E então? Gostou de saber um pouco mais sobre uma das séries mais famosas dos últimos tempos? Conte pra nós o que achou das adaptações!

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Júlia Campos

Oficialmente, estudante de design e técnica de informática. Nas horas vagas, ilustradora, modelo e escritora. Sou apaixonada por jogos, gamedesign e cultura oriental no geral, as vezes até pareço ser uma Geek assumida. Fã da autora Maggie Stiefvater e amante de séries de suspense, mistério e terror (as vezes arriscando um romancezinho).