La Casa de Papel: As Melhores Curiosidades Sobre um dos Maiores Sucessos de 2017

Que La Casa de Papel arrecadou uma boa quantidade de fãs, ninguém duvida. Você foi uma das pessoas que não aguentava mais ver gente aparecendo de todo lugar e falando da série? Ou você foi a pessoa que aparecia de todo lugar? A questão é: La Casa de Papel rendeu e ainda rende muita discussão. E independente do seu posicionamento, esse post pode lhe ser interessante de alguma maneira.

El professor? Tokyo? Rio? Berlim? Nairóbi? Oslo? Moscou? Quem foi o seu preferido durante o maior assalto da Espanha (na ficção, claro)? Hoje trago para vocês incríveis curiosidades sobre um dos maiores fenômenos de 2017. Que mostra que, mesmo com um orçamento apertado, dá para se fazer um inesquecível trabalho.

Curiosidades Sobre La Casa de Papel

  • Originalmente, La Casa de Papel foi produzida pelo canal de TV aberta espanhol Antena 3 e possuía apenas uma temporada. No entanto, assim que o canal de streaming adquiriu a minissérie, decidiu dividi-la em duas partes, uma com 13 e outra com 9 episódios. Além disso, também mudou o tempo dos episódios que, na versão original, tinham pouco mais de 1 hora, mas acabaram com, aproximadamente, 50 minutos cada.
  • Você sabia que o icônico nome “La Casa de Papel” foi escolhido de última hora? Originalmente, a minissérie se chamaria “Los Desahuciados” (Os Desajustados ou Os desalojados, em tradução livre). Além disso, o roteiro inicial não contava com pessoas que tinham algum valor criminal ou estratégico para o Professor, mas sim com doentes em estado terminal. Esse seria o principal motivo para todos aceitarem a missão cometer o maior assalto do país.

  • O maior assalto a banco da ficção não foi gravado na verdadeira casa da moeda (Fábrica Nacional de Moneda y Timbre – Real Casa de la Moneda). Podemos imaginar o porquê, certo? Na verdade, estamos lidando com três lugares diferente: as cenas que mostravam a fachada do prédio foram filmadas no Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC); o local onde as máquina de impressão estavam, na verdade, se tratava de um galpão lotado com as prensas do jornal ABC (Periódico de Madri) e, por fim, as cenas internas foram gravadas em uma locação nos arredores da cidade.
  • Outro detalhe que pode e deve ser citado nessa lista é o perfeccionismo dos produtores da série. O primeiro episódio teve 51 versões diferentes até ser aprovado para exibição na TV. E, especificamente a cena em que o Professor recruta Tokyo e dura apenas alguns segundos, foi grava durante exaustivas cinco horas. Essa fixação pela perfeição parece ter dado bons frutos, não é mesmo?

  • O esquema de nomeação dos personagens realmente deu um toque especial à produção, mas algumas mudanças ocorreram durante as gravações. Oslo, Nairóbi e Moscou se chamariam Valência, Chernobil e Camarões. Se você assistiu a série, talvez se lembra que estes são os códigos dos planos dados ao grupo pelo Professor.
  • Percebeu a quantidade de coisas e cenas vermelhas que aparecem na série? De acordo com a psicologia das cores, o vermelho dá a sensação de intensidade. Essa era justamente a intenção de sensação que Álex Pina, criador da história, queria passar para os espectadores. Tal sacada foi feita pelo diretor de fotografia do projeto. Inteligente, não?

  • A música Bella Ciao, cantada pelo Professor e Berlim, é outro elemento que está longe de ser aleatório na produção. Sua história é bem mais profunda e seu significado é maior do que muitos imaginam. A música era uma das mais cantadas pelos camponeses do norte da Itália, foi usada durante a primeira guerra mundial e como hino durante a resistência contra o regime fascista de Benito Mussolini no país. Com certeza, a icônica canção foi uma ótima escolha da direção da série.
  • Falando um pouco mais sobre Berlim e El Professor, Álvaro Morte fez um interessante pronunciamento em uma entrevista ao canal Antena 3. Ele revelou que os dois inseparáveis amigos são, na verdade, irmãos. Porém o relacionamento deles não é tão simples assim. Álvaro disse que os personagens possuem o mesmo pai, mas são filhos de mães diferentes, sendo Berlim o mais velho. A cena em que o Professor queima as fotos na lareira e seu irmão pergunta “é seu pai?” demonstra que Berlim não o considera. Provavelmente devido a ausência do seu progenitor durante toda ou boa parte de sua vida. Talvez essa história dê muito pano pra manga durante a terceira temporada, que já está em produção.

  • A doença de Berlim, miopatia de Helmer, não existe por esse nome. Entretanto, pelo que é mostrado durante La Casa de Papel, ele sofre de um distúrbio genético chamado de miopatia mitocondrial, que causa uma perda progressiva da força muscular.
  • Tokyo é o principal foco da trama e divide a comunidade de fãs da série. Alguns a acham incrível, outros extremamente irritante por causa de seus impulsos emocionais. No entanto, uma coisa interessante sobre a personagem é que ela foi inspirada em uma outra figura conhecida nas telas, Mathilda, personagem interpretada por Natalie Portman no seu filme de estreia: O Profissional (1994), de Luc Besson. É impossível negar a semelhança entre as duas.
  • A série fez mais sucesso no exterior do que na própria Espanha. Embora a audiência em seu país de origem tenha sido boa, foi na França, Alemanha e, claro, Brasil que ela mais se popularizou. Esses países foram os principais responsáveis por mantê-la no topo da lista de séries mais maratonadas no aplicativo TV Time por um bom tempo. Você foi uma das pessoas que tornou isso possível?

E então? Gostou de saber como o majestoso plano do El Professor foi criado?

Júlia Campos

Oficialmente, estudante de design e técnica de informática. Nas horas vagas, ilustradora, modelo e escritora. Sou apaixonada por jogos, gamedesign e cultura oriental no geral, as vezes até pareço ser uma Geek assumida. Fã da autora Maggie Stiefvater e amante de séries de suspense, mistério e terror (as vezes arriscando um romancezinho).