‘It 2’ e a cena homofóbica que nos mostrará mais do que queremos ver

A segunda parte do novo filme de ‘It’, baseado no romance de Stephen King, deve começar contando a história de quando os protagonistas já são adultos. O romance é dividido em partes que são baseadas no presente e partes que retornam ao passado. Na primeira parte do filme pudemos ver todo o passado agrupado e que agora o que nos resta ver é o presente do Losers Club.

Não é a mesma técnica que foi usada na primeira adaptação que foi feita do romance, mas é a que o diretor Andy Muschietti considerou mais oportuna nesta ocasião. Tudo parece indicar que uma das razões que o levou a isso é o fato de ser capaz de transformar essa segunda parte em algo ainda mais sombrio. Os rumores aumentaram quando se soube que Muschietti irá apresentar um dos capítulos mais criticados do livro, um que não foi apresentado no filme original.

Qualquer um que já tenha lido ‘It’, sabe perfeitamente que tudo começa com uma cena homofóbica, na qual três rapazes são orientados a empurrar outro no rio por este ser homossexual. O que esses três rapazes não sabem, nem imaginam, é que sob o rio está escondido um monstro pronto para acabar com a vida do jovem, cujo nome era Adrian Mellon.

Mellon, no livro, cai no rio e descobre que, longe de ter escapado, ele agora tem que enfrentar Pennywise. Posteriormente, os três homofóbicos, que sentiram “ferir seu orgulho cívico” ao ver o jovem se beijando com seu parceiro, tiveram que testemunhar a morte de Mellon. É uma cena dura, que se refere não apenas a Pennywise, mas à mensagem que esconde o livro: que todos os cidadãos de Derry estão ligados a esse monstro, que todos eles são culpados dos assassinatos e que Pennywise também vive neles.

Não é o único capitulo que irá aparecer nesta segunda parte do filme, mas é um dos mais controversos, já que seu conteúdo pode prejudicar a sensibilidade de muitas pessoas. Não estamos falando de um crime recorrente apenas nas produções cinematográficas, mas sim um reflexo fiel dos ataques homofóbicos que o coletivo LGBT sofre diariamente.

É de fato uma aposta arriscada da parte de Muschietti que, por outro lado, está demonstrando que sua intenção de ser completamente fiel ao livro era real.

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