Brie Larson detona falta de diversidade entre os críticos de cinema

A University of Southern California, juntamente com a Annenberg Inclusion Initiative, conduziram um estudo para analisar o gênero e a etnia dos críticos que comentaram os filmes de maior sucesso do ano passado. Os resultados têm sido tão controversos que até mesmo a atriz Brie Larson, observando que a diferença entre os sexos continua enorme, soltou o verbo a respeito.

A pesquisa aponta que a grande maioria dos críticos tem sido homens brancos, pertencentes à classe privilegiada da sociedade. Essa homogeneidade nos críticos significa que as opiniões dos filmes não são, de longe, tão diversas quanto deveriam ser.

“Quero falar sobre um assunto de nossa indústria que veio à tona essa semana”, disse a atriz fazendo referência ao estudo citado acima. “Não preciso que um homem branco de 40 anos me fale o que não deu certo em “Uma Dobra no Tempo” (2018)”. “O filme não foi feito para ele. Quero ouvir o que ele [longa] significou para mulheres não-brancas”, fala a atriz em discurso no Cristal + Lucy Awards.

Brie Larson queria chamar a atenção precisamente para isso, tanto em sua conta pessoal no Twitter quanto em seu discurso no Cristal + Lucy Awards. Das críticas analisadas, 77,8% foram feitas por homens e apenas os 22,2% restantes foram escritas por mulheres. A importante lacuna racial também não deve ser esquecida: 76,2% das pessoas que fizeram uma crítica eram brancas e, desse total 53,2% eram homens.

Por mais que o discurso de Larson pareça radical em alguns pontos, a crítica faz todo o sentido. Larson está deixando claro, através de seu discurso, um problema que afetou a sociedade por séculos, mas que alguns ainda insistem em negar: o hiato de gênero e o hiato racial que afetam todas as áreas, causando danos em todos os setores e devem ser eliminados. Neste caso, a questão tem um problema palpável, isso é, que se o filme não é julgado pelas pessoas que são realmente abordadas, essa crítica não serve. Larson não poderia explicar melhor: é inútil para um homem branco de quarenta anos dizer que “Uma Dobra no Tempo” não é um filme que o tocou, porque não é feito para transmitir nada a ele. Ele é projetado para outro público totalmente diferente.

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