Crítica: Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros

Jurassic World

Está chegando a estreia de Jurassic World: Reino Ameaçado e, por isso, resolvi rever o primeiro filme desta nova remessa de filmes da franquia Jurassic que se iniciou no ano de 1993, quando Steven Spielberg decidiu adaptar o livro Jurassic Park escrito por Michael Crichton e lançado em 1990. A crítica feita aqui é sobre Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros dirigido por Colin Trevorrow e lançado em 2015.

Antes de discutir sobre uma continuação, é necessária a explicação da história anterior. Ela começa quando John Hammond cria o Jurassic Park, um parque temático onde as pessoas poderiam visitar e encontrar dinossauros de verdade! Os dinossauros eram criados à base da clonagem do DNA encontrado em insetos pré-históricos. O parque, localizado na Ilha Nublar, recebe a visita de especialistas devido a exigências feitas por investidores após um funcionário ser atacado por um velociraptor. Durante a visita, infelizmente, ocorre uma queda de energia e, de repente, todos aqueles que estão na ilha se veem a mercê dos animais criados apenas para o entretenimento.

Jurassic World - T-Rex

Bom, essa é a história do primeiro Jurassic Park, a origem de tudo isso. O filme teve duas sequências, mas nenhuma deles foi dirigida por Spielberg (talvez por isso a aceitação da crítica e do público tenha sido tão baixa). Para resumir, ao fim dos acontecimentos o parque original foi fechado, mas Simon Masrani (Irrfan Khan), sócio de Hammond, decide manter o plano e constrói na própria Ilha Nublar o parque temático agora de nome Jurassic World. E é aqui o filme lançado em 2015 se inicia.

Começamos Jurassic World vendo já o parque construído e aberto para o público, coisa que não havíamos visto no filme do Spielberg. O lugar é um sucesso e procurado por muitos investidores que desejam um brilho maior a suas empresas. Nisso, conhecemos Claire Dearing (Bryce Dallas Howard), a gerente de operações do parque. Os sobrinhos de Claire, Zach (Nick Robinson) e Gray (Ty Simpkins) estão indo conhecer o parque e passar um tempo com a tia que não viam há tempos. Infelizmente, ela anda muito ocupada com o trabalho e deixa eles nos cuidados de uma funcionária.

Bryce Dallas - Jurassic World

Jurassic World está preparando uma nova atração no intuito de agradar o público e os investidores. Trata-se de um novo dinossauro, maior, mais perigoso e assustador que todos os outros, o Indominus Rex. Mas algo dá errado e o réptil, devido à composição de seu DNA, acaba escapando de sua zona e começa a matar outros dinossauros e funcionários do parque. Então, Owen Grady (Chris Pratt), um “adestrador” de dinossauros, é chamado para explicar o que está acontecendo com a fera que está destruindo a esperança de continuação de Jurassic World.

Mas como acontece com tudo inventado pelo homem, sempre há alguém que deseja fazer uso daquilo para o mal. E não é diferente no longa, além do grande (enorme, assustador) Indominus como vilão do filme, ainda tempos Vic Hoskins (Vincent D’Onofrio), um dos funcionários do parque que quer fazer uso dos velociraptors para guerras e caças.

Jurassic World

O filme é como uma montanha-russa, te traz para o ambiente do parque e aos poucos te coloca, juntamente com os personagens, em situações de perigo que te fazem levantar da cadeira, dar aquele frio na barriga ou até mesmo prender a respiração. O filme não é perfeito, existem algumas falhas e alguns arcos específicos que são abertos e não leva a lugar algum, como, por exemplo, o relacionamento amoroso de Zach mostrado no início do filme e esquecido depois. Mas ainda assim, isso não atrapalha o divertimento proporcionado pela produção.

As passagens de câmera são muito bem feitas, os efeitos especiais são lindos, o espectador consegue realmente olhar para um pterodáctilo, por exemplo, e acreditar naquele animal, entender o peso que ele tem na cena. Além disso, as paisagens, cenários do filme são muito bem elaborados, causando quase que a mesma sensação de claustrofobia causada no filme clássico.

Nós, público, somos representados na história como os sobrinhos de Claire, que estão vendo tudo aquilo pela primeira vez, como a gente. Estes personagens sentem o fascínio que sentimos ao ver um dinossauro pela primeira vez na tela ou o medo que sentimos quando algum dos personagens está em uma situação de risco.

Jurassic World

As atuações de Chris Pratt e Bryce Dallas Howard estão excelentes. Chris Pratt havia feito, pouco tempo antes deste filme, o Senhor das Estrelas (Starlord) em Guardiões da Galáxia e isso trouxe, inicialmente, uma preocupação a mais sobre como seria a atuação dele, porém ele surpreendeu saindo totalmente do personagem cômico e malandro visto no filme da Marvel e apresentando um cara esperto, preocupado com os dinossauros e, nas palavras de Gray, “Badass”.

Enquanto isso, Bryce apresenta uma personagem que, a princípio, me deixou meio incomodado pela passividade mostrada. Porém, ao decorrer dos fatos, ela acaba se mostrando uma personagem mais forte do que o imaginado e isso acabou me conquistando aos poucos, e ao final do filme eu estava quase caindo de amores pela Claire (haha).

E, para terminar, falando um pouco do grande personagem do filme, o Indominus Rex. O dinossauro é muito bem feito graficamente e perfeitamente desenvolvido na trama. Consegui sentir medo dele, ao mesmo tempo que fascínio, ao ver um animal tão espetacular, com tantas características interessantes, como camuflagem. Além, claro, da interessante descoberta da composição do DNA dele. É um animal realmente monstruoso, no sentido mais literal da palavra. (Spoiler alert!) A luta realizada entre ele e o T-Rex é insana, de ficar na ponta dos pés. Pela primeira vez me vi torcendo para que o T-Rex ganhasse (hehe).

Indominus Rex - Jurassic World

Em uma visão geral, o filme é divertido, um ótimo passatempo. Aquele filme para assistir com a família ou amigos num fim de tarde. Se eu pensasse em uma nota para dar para Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros, eu daria 4 de 5 estrelas. Pois, apesar de algumas possíveis falhas do filme, se o espectador não ficar caçando erro, é possível se divertir pra caramba e o filme entrega justamente o que promete. Se ainda não assistiu, vale muito a pena (e tem na Netflix =D ), principalmente para assistir Jurassic World: Reino Ameaçado que estreia dia 21 de junho!1

Lucas Gabriel

Estudante de Tecnologia da Informação, apaixonado por cinema, música e boas histórias de terror e drama! Adora discutir teorias malucas sobre séries ou filmes. Nerd assumido desde pequeno. Fã do Quentin Tarantino (inclusive acredita na teoria de que todos os filmes formam um só), Star Wars, Harry Potter, FRIENDS e filmes, como Laranja Mecânica, Donnie Darko e Nosferatu.